Depois de 53 anos, o Palmeiras mais uma vez decide pela Libertadores do Uruguai e sonha com outro desfecho – Notícias do Palmeiras

O Palmeiras se prepara para mais uma final da Copa Libertadores de sua história. Nesta ocasião o cenário é de um velho conhecido: o Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, onde disputou a terceira partida da decisão de 1968. Na ocasião, o resultado não foi o esperado, já que a equipe foi derrotada por 2 a 0 por Alunos. , da Argentina, foi vice-campeão.

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A competição continental foi disputada no sistema de jogo “melhor de três”, sendo a primeira delas disputada em La Plata, Argentina, com a recuperação do Estudiantes por 2-1. Em casa, a seleção argentina teve gols de Juan Verón (pai de Juan Sebastián Verón) e de Flores. Servílio marcou para o Verdão, que teria que vencer em casa para chegar ao terceiro jogo.

No Brasil, a casa escolhida pelo Palmeiras foi o Pacaembu. As postagens da época visavam a um público de 37 mil pessoas no estádio. Porém, quem lá esteve não acredita nestes números e destaca que a arquibancada não foi só a casa da torcida palmeirense, mas também da torcida rival.

– Eu estava segurando a grade do Pacaembu e o estádio estava lotado, eram muito mais de 37 mil pessoas, claro. Os torcedores dos quatro grandes clubes estavam nas arquibancadas torcendo pelo Palmeiras, como se o Palmeiras fosse o Brasil naquela Libertadores. Houve um movimento patriótico nesse sentido, que acabou emocionando a torcida naquele dia, relatou Domingos Antonio, torcedor do Palmeira que tinha 16 anos na época.

A força da arquibancada funcionou e o Palmeiras alcançou a vitória por 3 a 1, com gols de Tupãzinho (duas vezes) e Rinaldo. Ao lado dos Alunos, Juan Verón voltou a deixar sua marca. Assim, haveria o terceiro jogo e o cenário escolhido seria o Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Algo que foi visto como um benefício para os argentinos pela proximidade dos países.

Em território uruguaio, o duelo não terminou bem para o Verdão, que foi derrotado pelo Estudiantes por 2 a 0, com gols de Ribaudo e Juan Verón, novamente ele. No livro “Divino – A vida e a arte de Ademir da Guia”, do autor Kleber Mazziero de Souza, o volante Dudu, que estava naquele jogo, falou sobre o assunto.

– Tivemos muitos jogadores lesionados, outros sem contrato, jogadores em adaptação … Enfim, não tínhamos um bom plantel. Além disso, ele marcou o terceiro jogo em campo neutro, mas Montevidéu está muito perto de La Plata. Seus fãs eram muito maiores. Na partida, o Ademir (de Guia) marcou muito bem e não conseguimos vencer – lembrou o ídolo alviverde.

O relatório de +LANÇAR! Ele tentou entrar em contato com Dudu para conversar sobre o jogo, mas aos 82 anos o ex-meio-campista optou por não dar entrevista, pois segundo ele “o computador já está quebrado” e ele não se lembraria de muita coisa.

Neste sábado, contra o Flamengo, 53 anos após sua última decisão da Libertadores, no Uruguai, o Palmeiras espera alcançar um resultado diferente, desta vez “dividindo” o estádio com a torcida adversária e trazendo para o São Paulo uma taça que os lendários Dudu e Ademir dão ao Guia . Eu não pude trazer isso.

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