O que Crespo deixa positivo e negativo em São Paulo

Há pouco tempo, Hernán Crespo comemorou o rompimento de uma linha de quase anos sem títulos em São Paulo. Mas depois de uma carreira repleta de altos e baixos em seis meses, o argentino não é mais o técnico do clube.

Vindo da Defesa e da Justiça, é amado pela maioria da torcida, embora tenha feito uma campanha pouco esperada no Brasileirão e tenha sido eliminado nas quartas de final da Copa Libertadores e da Copa do Brasil. Passo complexo de um profissional que, sem exageros, fez história para a equipe do Morumbi.

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Os pontos fortes do trabalho de Crespo são óbvios. A organização da equipe no início e o sistema elogiado com três zagueiros, o título do Paulistão e até a chegada de Rigoni, indicada pelo argentino, mostram que o treinador teve, sim, grandes momentos no comando do São Paulo.

Não surpreendentemente, ainda é ferozmente defendido pela torcida, incluindo uma das principais organizadas. Afinal, Hernán Crespo mostrou coragem em vários momentos, montando times ofensivos e dando oportunidades a jovens talentosos em favor de veteranos em baixa.

Esses jovens, inclusive, devem ser o principal legado do argentino para o novo técnico do clube, Rogério Ceni. Numa época em que nada parecia dar certo, os caras de Cotia como Welington e Nestor foram alguns dos destaques de São Paulo. Hoje eles chegam como pontos de partida e pivôs absolutos em uma reconstrução. A evolução de Léo na defesa, outro dos pontos fortes do São Paulo nesta temporada, também tem o dedo de Crespo.

Por outro lado, Ceni pega um gesso um tanto esfarrapado. Os rumores revelam o descontentamento de nomes como Orejuela e Benítez, cujos empresários foram a público para defender a saída dos ex-técnicos. Outros, como Reinaldo, Volpi, Éder e Pablo, por exemplo, não conseguem demonstrar em campo que estão cumprindo bem seus altos salários.

Taticamente, a equipe de Crespo não teve um bom desempenho nos últimos jogos. A sua marcação individual deu cada vez mais espaço para a frente da área, com liberdade para os adversários correrem riscos, e a equipa pouco podia criar, alinhando cruzamentos improdutivos e poucas finalizações.

É nesse cenário que o argentino “entrega” o time paulista ao Ceni. O ex-goleiro terá uma base, sim, para começar seu trabalho, mas com longos desafios pela frente, principalmente na manutenção do plantel e na correção de problemas defensivos.

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