Sylvinho absorve bem as críticas ao Corinthians, mas se contrapõe aos exageros: ‘Sabemos o que é limite e o que é aceitável’ – Notícias do Corinthians

Prestes a cumprir cinco meses como técnico do Corinthians, Sylvinho enfrentou fases difíceis no início de sua carreira e até teve sua renúncia cogitada às vésperas de um derby contra o Palmeiras, mas aproveitou o embate com os arquirrivais e acumulou dez invictos. jogos, levantando o time Alvinegra para entrar na luta direta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro.

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Apesar dos bons momentos do Timão, o comandante continua, no entanto, a ser alvo de muitos descontentes com o seu trabalho, e muitas vezes as críticas que recebe dos adeptos são desrespeitosas ou agressivas. Um dos motivos da desaprovação dos torcedores é, por exemplo, a demora nas substituições durante as partidas ou mesmo o número de trocas, considerado baixo por muitos em algumas ocasiões.

Nesta sexta-feira, ao comentar em entrevista coletiva as críticas que recebe, Sylvinho disse que convive bem com elas, mas ponderou que há um limite aceitável para o conteúdo das perguntas sobre sua obra.

– Serei sintético: todos sabemos qual é o limite e qual não é. O que é aceitável e o que não é. Não tenho tempo para redes sociais. Tive bons dirigentes, (Roberto) Mancini, Mano (Menezes), Tite. Nosso tempo é de 16 horas no clube e mais três horas em casa enquanto continuamos trabalhando. Jogos que não acabam. Atendimento a 28 atletas, relacionamento com a diretoria. Não temos tempo para interagir nas redes sociais – disse Sylvinho, que conversou com a assessora Doriva na tarde desta sexta-feira.

Em seguida, o capitão reconheceu que o atual momento difícil do Brasil acaba contribuindo para que alguns torcedores, já oprimidos pelos problemas que enfrentam no dia a dia, sejam mais ácidos na hora de analisar o momento do Corinthians e usar o clube como válvula de fugir para exagerar. crítico do seu trabalho, avaliado de diferentes formas nas redes sociais.

– Todos os seres humanos sabem disso, não é necessário que façam pesquisas. Vivemos tempos extremos, difíceis, polarizados e todos sabemos onde está o limite – acrescentou Sylvinho.

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Ao analisar o próprio trabalho, Sylvinho admitiu que usado com frequência exagerada a palavra construção, que ele profere em todas as suas entrevistas coletivas e que servem para ajudá-lo a defender as decisões que vem tomando como técnico do Timão, posto que assumiu no final de maio.

– A palavra construção aparece. É um período curto, enfim, já dá para ver as coisas, uma organização saudável e forte no grupo. Compensação, na saída do zagueiro entra um meio-campista. Nosso processo defensivo está em sincronia. A parte defensiva não é só os atletas L4 (linha de quatro), é um sistema, a gente busca os movimentos. Vejo-os com uma grande melhora – disse o treinador, que atualmente prepara o Corinthians para enfrentar o São Paulo, nesta segunda-feira, às 20h, no Morumbi, pela 27ª jornada do Brasileirão.

– Vejo a construção com o Cantillo, antes com o Gabriel e o Roni, depois um novo show com o Vitinho no lugar do Roni e hoje com o Renato (Augusto) e o Giuliano. Eu entendo que este tripé funcionou muito bem, de maneiras diferentes. Veremos o terceiro, no futebol, as peças se mexendo. Eu entendo que funcionou bem. E a descoberta de jovens talentos, que se mostram com virtude. A construção de meios deu certo – reforçou o técnico.

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